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As Confrarias

Sobre o Projeto

 A peça As confrarias pertence a uma série de dez obras dramatúrgicas de Jorge Andrade que integram o ciclo de temática histórica produzido pelo autor durante o período de duas décadas (de 1951 a 1969), decalogia que recebeu, na sua publicação, o título de Marta, a árvore e o relógio. Apesar de abrir a referida série, As confrarias sófoi escrita em 1969, quase que conjuntamente com O sumidouro, peça que fecha a série dramatúrgica publicada e também a última a ser produzida. Com esse ciclo, Jorge Andrade aborda a ascensão e queda da família paulista Dias, construindo um painel (trans)histórico, (não necessariamente em ordem cronológica), onde vários nomes, personagens e elementos simbólicos como a árvore e o relógio, reaparecem e se ressignificam ao longo de diferentes contextos econômicos, políticos e geográficos, desde a saga do bandeirante das esmeraldas - o patriarca paulista Fernão Dias - até a atualidade vivenciada pelo dramaturgo no final da década de 1960.

No entanto, ao elegermos As Confrarias como alvo da 1ª montagem da Companhia de Teatro da UFBA para o ano de 2014, temos em mente muito mais aspectos que dizem respeitos à autonomia, a especificidades dramatúrgicas e contextuais dessa obra do que aos laços mantidos entre ela e as outras nove peças do ciclo, propósito, aliás, que só pode ser plenamente atingido pela fruição literária ou, por uma empreitada teatral bem mais homérica e hercúlea que a nossa (ainda não encampada), capaz de concretizar cenicamente o sonho do próprio dramaturgo de uma montagem conjunta das dez obras que constituem o ciclo Marta, a árvore e o relógio.

A ação dramática de As confrarias se desenrola por volta de 1789, em Vila Rica (atual Ouro Preto), sede da capitania de Minas Gerais,em pleno contexto da conjuração mineira, quando a mãe de um ator morto percorre várias irmandades da cidade com o intuito, que parece ser à primeira vista, de conseguir local para sepultamento do filho. No entanto, seja pelos diálogos mantidos diretamente entre essa mãe (que se chama Marta) e os membros das mesas diretoras das Ordens visitadas, seja pelas narrativas da própria Marta de sua história familiar mais recente e longínqua, construídas dramaturgicamente no formato de flashbacks, logo se perceberá serem bem mais complexos os objetivos pretendidos pela mãe protagonista.

A montagem ficou em cartaz entre agosto e outubro de 2014 com grande sucesso de público e crítica e e faturou três estatuetas do Prêmio Braskem de Teatro 2014:

Melhor Espetáculo

Melhor Ator - Wanderley Meira

Revelação - Evana Jeysan


Ficha Técnica

FICHA TÉCNICA
TEXTO: Jorge Andrade
DIREÇÃO: Paulo Cunha
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Pedro Dultra
DIREÇÃO DE MOVIMENTO E PREPARAÇÃO CORPORAL: Marta Saback
ASSESSORIA DRAMATÚRGICA: Catarina Santa’Ana e Hayaldo Copque
DIREÇÃO MUSICAL: Luciano Bahia
CENÁRIO: Rodrigo Frota
ILUMINAÇÃO: Eduardo Tudella
FIGURINO, ADEREÇOS E MAQUIAGEM: Agamenon Abreu e Hamilton Lima
VÍDEOS E PROJEÇÕES: Klauss Hastenreiter e Hilda Lopes Pontes
PROGRAMAÇÃO VISUAL E MÍDIAS SOCIAIS: André Luís Silva e Andréa Silva
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Wanderley Meira
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Fernanda Beltrão
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO: Ayslan Rodrigues

ELENCO
Atores convidados:
Agamenon Abreu
Caio Rodrigo
Fernando Neves
Hamilton Lima
Newton Olivieri
Rui Manthur
Viviane Laert
Wanderley Meira

Professores e funcionários da Escola de Teatro:
Bira Freitas
Jacyan Castilho
Marta Saback

Alunos/ ex –alunos:
Ayslan Rodrigues
Andréa Nunes
Elinaldo Nascimento
Evana Jeyssan
Felipe Viguini
Fernanda Beltrão
Fernando Antônio
Gabys Lima
Gessica Geyza
Helita Soarez
João Saraiva
Orlando Andrade
Paulo Nery
Rodrigo Queiroz
Saulo Santos
Taciana Bastos
Tacira Coelho
Wallas Moreira