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Cacilda

Sobre o Projeto

O texto de CACILDA foi criado em 1994 por Bertho Filho, na disciplina Dramaturgia II, ministrada pela Profª Cleise Mendes, na época, ainda aluno da Escola de Teatro – UFBA. O texto foi escrito com o objetivo de homenagear o dramaturgo francês do Teatro do Absurdo, Eugene Ionesco, autor, dentre outras peças, de A Cantora Careca. Em 1995, sob direção e concepção cênica de Cristiane Barreto, o espetáculo CACILDA ficou em cartaz na Sala 05 da Escolade Teatro.

Em 2005, retornou após 10 anos em produção independente no Cabaré dos Novos – Teatro Vila Velha.

O elenco da última montagem foi formado por Nilson Rocha (A Bofetada, Capitães de Areia, Latim Box, Cacilda, Noviças Rebeldes, Siricotico, dentre outras), Igor Epifânio (A Bofetada, Capitães de Areia, Latim Box, Cacilda, Mestre Haroldo e os meninos, Latim Box, dentre outras), Fabio Ferreira (Como Almodóvar, Cacilda, Alfazema e Suor, Pensando Bem, dentre outras) e Joedson Silva (Atire a Primeira Pedra, Cipriano, História de Uma Lágrima Furtiva de Cordel, dentre outras).

Outros textos escritos pelo dramaturgo, diretor e ator Bertho Filho também foram montados como: Flor do Lodo (Direção: Elisa Mendes), Red Não é Vermelho (Direção: Adelice Souza) e Guilda (Direção: Marcelo Sousa). Bertho Também atuou em produções cinematográficas locais e nacionais como: Central do Brasil de Walter Salles, Cascalho de Tuna Espinheira, Tieta de Cacá Diegues, dentre outros.

Cristiane Barreto, diretora e arte-educadora, dentre outros trabalhos, em 2006, adaptou e dirigiu DISSEMBLE, inspirado livremente em Harold Pinter e, em 2010, adaptou a obra A Hora da Estrela de Clarice Lispector e também dirigiu o espetáculo História de Uma Lágrima Furtiva de Cordel contemplado com o Prêmio Myriam Muniz – FUNARTE/2008.

Conceito

O texto de CACILDA se baseia na linguagem do teatro do absurdo e nonsense. Trata das relações humanas contemporâneas e o paradoxo com a incomunicabilidade que enfrentamos no cotidiano dos grandes centros urbanos; apesar da quantidade de informação e tecnologia existente.

Atualmente, apesar das diversas possibilidades tecnológicas na área da comunicação como celular, internet, dentre outros, o homem contemporâneo vive cada vez mais isolado diante, por exemplo, da violência urbana, dos traumas emocionais, das dificuldades relacionais, o que provoca um distanciamento entre as pessoas e incute a possibilidade de medos e preconceitos que favorecerem a não comunicação.

Os temas são abordados de maneira leve e com humor inteligente. A concepção inspira-se na estética do cineasta Quentin Tarantino (Cães de Aluguel, Pulp Fiction, dentre outros). A diretora concebeu o espetáculo somente com homens, mesmo que no texto também tenha a indicação de personagens femininos. Todos os elementos significativos do espetáculo são do universo masculino. Esta subversão de estereótipos foi utilizada para dar uma unidade ao signo masculino no sentido da relação de poder – submissão – domínio – virilidade. A ruptura da distinção do sexo torna o espetáculo curioso e provoca um olhar questionador e risível pela dubiedade na relação.

CACILDA é um espetáculo para ser realizado em espaços intimistas e alternativos, ambientes que proporcionem uma maior aproximação entre o público e os atores/personagens, homem x mulher, no que se refere ao homem contemporâneo.


Ficha Técnica

Texto: Bertho Filho
Direção e concepção cênica: Cristiane Barreto
Elenco: Fabio Ferreira, Igor Epifânio, Joedson Silva e Nilson Rocha
Iluminação: Pedro Dultra
Cenário, figurino e sonoplastia: Cristiane Barreto
Foto: Alessandra Nohvais
Apoio financeiro: Fundo do Cultura do Estado da Bahia